Ontem rolou Pogobol pelo FIAC. Algumas coisas:
- O som não pegou, fiz de som de notebook. Semi-trevas! Mas rolou.
- Sinto que palavras como "lembrei", "memória", "lembrança", não devem fazer parte do que falo.
- Continuo achando que falar menos é melhor.
- Definitivamente, o comentário só é bem-vindo em pouquíssimos momentos. A frase curta, a frase-armadilha, causa mais impacto quando vem sem explicação. E a explicação da explicação redunda.
- Relação com a platéia: um troço a se pensar. Não tenho gostado mais da fala direta. Pelo menos até agora.
- Preciso de mais repertório musical específico.
- O estado de concentração no jogo esteve melhor do que na apresentação em Curitiba, mas menos dinâmico do que na apresentação no Recife.
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sábado, 29 de outubro de 2011
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Estréia POGOBOL
O Plano Piloto, projeto de trabalhos individuais do Dimenti Produções Culturais, aporta no Icba, quinta, sexta e sábado, às 20h. Nesse primeiro fim de semana, tem minha estréia e a de Vanessa Mello. Depois, a temporada segue com os trabalhos dos outros Dimentis. Apareçam para ver o meu Pogobol e o Xou de Vanessa Mello!
Mais informações sobre cada trabalho em http://www.dimenti.com.br/blog/.
Ficou assim o release do folder ó

Foi assim: eu pensei memória e, algumas possibilidades metodológicas depois, chegamos à tradução. Memória como imaginação/ficção. Tradução como o enunciado que o meu corpo produz para dar conta das imagens que pretendo compartilhar. Tá. Então, o que se vê em cena é um jogo de traduções corpovocais de um imaginário particular – o meu. Ou: é encadeamento de memória corridinha. Outra forma de dizer: a partir de exercícios pré-estabelecidos, a criação foi se desenhando como uma tradução corpovocal de imagens produzidas a partir do repertório pessoal da intérprete. Outra: a dramaturgia elege algumas regras-norte e constrói uma apresentação que se desfaz e se refaz de maneira diferente a cada dia. Ou: Pogobol evoca uma memória perdida e recuperada de outra maneira. Informa sobre saltos físicos e temporais. E, como a memória, torna uma ausência presente. Tá. Ah, é improvisado e pode ter MacGyver.
Ficha técnica:
Atuação/Direção/Dramaturgia: Paula Lice
Colaboração/Direção: Gustavo Bitencourt
Colaboração/Preparação Corporal: Saulo Moreira
Iluminação: Márcio Nonato
Figurino e maquiagem: Rino Carvalho
Costureira: Lucimaureen Agra
Peruca: Agamenon de Abreu
Colaboradores pontuais do processo: Rodrigo Luna (videomaker) e Ronei Jorge/Luciano Simas (direção musical e trilha sonora) do video “Alice”.
domingo, 10 de julho de 2011
Satisfa Retrô
Ensaiamos segunda, terça e sexta, à tarde. Alongamento + mímica. Rigores que eu tento cumprir, mas também desfaleço. Os dois primeiro dias foram luta contra a preguiça, o cansaço, o depois do almoço, minha vontade de inércia. Bons momentos, mas cheios de uma falta de café no cu. Gal viu o segundo dia, convidada de luxo, comentários excelentes, leitura no ponto de vários pontos. Sexta Marcinho, o dono da luz, viu e, novamente, outras pérolas. O menino pensa luz como quem cria comida. Bem de dentro, cozinhando bem pertinho. Essa semana é a última pré-viagem? Que será?
Roteiro Prévio
Começar traduzindo sem as palavras (corpo/som)
Introduzir palavras em discrições mais alongadas
Dinâmica (rápido/lento/rápido) + elementos (massinha, lanterna, giz, giz de cera)
Computador
Livres associações
Da semana
Comprar passagem Gustavo, inscrever no Cena Breve, editar release e definir título, ensaiar 4 x, focar no notebook, pegar fotos com Ellen, checar dimdim.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Satisfa interna
Semana passada, na quinta, encarcamos na mímica. A impro foi atenta e menos histérica. Preciso ativar ponto para fazer a cena se construir mesmo que só saia vento. Saia não, entre. Não filmei, estiquei, troquei de collant. Preciso abrir espaço. Hoje, alongamos bastante e voltamos à mímica. Sinto diferença no meu corpo a partir do trabalho. Sinto que crio conexões diversas e particulares entre as especifidades da mímica e meu repertório pessoal. Não me senti muito atenta hoje, nem concentrada. Mas não quis evitar. Na sala de ensaio, este desturbilhão é possível. Saulo achou o dia mais experimental. Ele comprou um caderno azul, agora somos três. E azuis.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Hoje no palquinho
Hoje reverti a preguiça em humor. Pernoitadíssima, subi no palquinho de madeira, limitando nova forma espacial, e brinquei. Teve Michael, Mcguiver e Odete Roitman morrendo. Usei o notebook pela primeira vez. E óculos escuros. O palco parecia instável, mas não morreria a trinta centímetros do chão. Pulei rapidinho no canto do palquinho, mas essa não foi a tônica. E teve humor que ainda não tinha tido. Gravei de novo. Com o mesmo collant.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Autocoisas
Ok. Vi o video do ensaio de hoje. Estranho, mas a possibilidade de se ver fazendo abre outras possibilidades de caminhos. Amanhã será um outro dia.
Scarlett O'hara
Libera o zé
Ensaio hoje. Estaria pela primeira vez sozinha, mas dei o golpe e Rino foi convocado. Conversamos muito antes e depois da improvisação. Hoje: 25mim. Guardei a memória do chão para a próxima. Aos poucos, o corpo vai se condicionando. Caminhei durante 40 mim aqui no condomínio. Tenho vontade de sair correndo com braços e as pernas bem abertos. Mas sou uma mulher reprimida. Dá não. Rs! Amanhã, ensaio com máquina. Hum...
P.S. Libera o Zé, Soluço, Memórias, três dos 25 novos títulos que Rino ia sugerindo enquanto fazia várias leituras interessantes sobre o solo. Viva a contempcoisas!
sábado, 25 de junho de 2011
A teus pés
Não sei para quem me dirijo quando digo que, sim, Gustavo esteve aqui, suamos na sala, traduzimos para o corpo o caderninho e, agora, contamos com mais um parceiro de trabalho: Saulo Moreira, amigo-irmão e colaborador de outros trabalhos, além da vida. Temos também Rino Carvalho no figurino. Vou começar a abrir os ensaios, pelo menos uma vez na semana. Rino estará comigo segunda, Saulo terça e quinta. Quarta, alguém cujo nome não sei. Quem?
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Tô verde, me balança, Gus!
domingo, 22 de maio de 2011
Gravando
Bom, não sei bem por que, mas invoquei de fazer um vídeo. Primeiro veio a imagem, algumas, e depois essa cosquinha. Chamei Rodrigo Luna, amigo-videomaker-que-topa e "mexe com video" (rs!) e está em transição para coreógrafo. Resultado: fizemos tudo menos as duas imagens iniciais. Viva a liberdade! A partir da escrita automática, elenquei algumas possibilidades e tocamos esse barco adiante. O rapaz agora está com o pepino da edição nas mãos! Achei ótimo porque alguns elementos se abriram para mim como possibilidades concretas de investimento. Vamos trabalhar!
terça-feira, 10 de maio de 2011
Organizando as caixinhas
Foi numa conversa com Laura Franco no café do Palacete, pertinho de Rodin, que pensei no local. Laurinha foi a protagonista da primeira peça que eu escrevi e dirigi, a minha Miudinha. Ótima pessoa, ótima atriz, ótima produtora-pensante das artes. Falamos sobre o solo dela, "Rugas", trabalho sobre memória, sobre mulher, sobre velhice, delicado, cheio de miudezas da pesquisa que ela enveredou fazendo de tudo que foi jeito, pelo silêncio, pela ausência de movimento, através da estadia e das conversas em Milagres, puxando da memória a memória de todas as vozes que ouviu e guardou em algum canto inesperado da mente. O que foi virando cena me pegou no canto em que me afino no sentimento de ser neta e de amar ter uma avó. Conversamos muito e fui mancomunando coisas sobre o tempo dos velhos, um tempo muito diferente do meu, um tempo diferente para investigar, alguma desaceleração. Conversava e olhava para o banco. Fim de semana estive em Oliveira, a terra dos meus maiores devaneios (tudo bem, Bachelard?) de infância. Minha avó me emprestou dois vestidos, um deles ela quer que eu use na vida. Não sei se chego a tanto, mas trouxe comigo por que pela via do afeto (tudo bem, Laurinha?) ele pode ficar e virar o que quer que isso tudo vire. Uma parte de muitas coisas. Fechei o video, a foto, o som. Adoro ter amigos-parceiros-amigos. Vou retomar a leitura do caderninho e volto com mais nortes. Não consegui registrar a conversa, porque meu mp4 descarregou no buraco que é a minha bolsa. Oremos às vacas!
sábado, 23 de abril de 2011
Exercício de memória número um
- Blog (Check)
- 15 minutos de escrita durante uma semana no caderninho (em processo)
- Conversas com pessoas afins (gente fina elegante e sincera) (será?)
- Definir a metodologia da metodologia com as pessoas (oh, God!)
- Datas (verificar/marcar fixo)
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